Jan 27, 2016

Usos de "drive"

Conhece uma música em que cantam "she drives me crazy, like no one else..."? É dos Fine Young Cannibals. Mas, bem, o que interessa é que "drives" aqui não significa "dirige". Não é uma tradução literal, pois seria algo como "ela me dirige doida/o, como ninguém..." e não faz o menor sentido, né?
fonte: aqui 
Bem, no caso aqui trata-se da expressão "to drive somebody crazy", que é "deixar alguém louco". Ahhhh, bem melhor. Agora a música faz sentido!

Outro exemplos: 

"This weather is driving me mad!" (Este clima está me deixando louca!)
"Studying physics can drive anyone crazy." (Estudar física pode deixar qualquer um doido.)


Há um outro uso do verbo "drive" que não significa "dirigir". Veja:

"I like her because she's driven and brave."  (Gosto dela porque ela é motivada e corajosa.)

"Driven" também pode significar "operado/movido a": 

"This is a piston-driven plane." (Este é um avião movido a pistão.)

Também há a palavra "driver", que pode ser "motorista", mas em linguagem de tecnologia da informação é um "programa de software que permite que um dispositivo de hardware funcione com o sistema operacional de um computador" (fonte: aqui). Em português se usa "driver" mesmo, neste caso.







Jan 18, 2016

comunicação escrita - alguns toques

Hoje o tópico é comunicação escrita. Como muitos se comunicam mais por escrito do que verbalmente hoje em dia, acho que uns toques valem a pena.

Comunicação formal:

comece a carta (irk! que troço mais antigo!) ou o e-mail com "Dear ....". Se tem certeza que o destinatário é homem, "Dear Mr +sobrenome"; se for mulher (mas você não sabe se casada ou solteira), "Dear Ms +sobrenome". Hoje em dia não estão usando o ponto após o Mr ou Ms. 
Se estiver escrevendo para alguma empresa e você não sabe quem receberá a mensagem, escreva "Dear Sir/Madam". 
Você também pode usar o primeiro nome da pessoa, mas normalmente após já terem trocado mais e-mails ("Dear Andrew", por exemplo) ou se a pessoa o está tratando assim também.

Termine a mensagem com estas opções:

best regards
warm regards
kind regards
regards

Lembre-se de NÃO abreviar palavras num e-mail formal e não usar emojis.

Comunicação informal: 

comece o e-mail com "Hi + nome". "Dear" ou "dearest" também podem ser usados. 

Termine com estas opções:

cheers
see you
bye
love (para namorados ou familiares, por exemplo, uma filha para uma mãe)
xo (= kiss and hug) - bem informal, ok?

Pode-se abreviar palavras no e-mail informal, como se faz com as mensagens no celular. Pode-se usar emojis, claro. 

Uma boa dica para não passar vergonha é passar um corretor ortográfico antes de enviar. Às vezes comigo acontece assim: eu vejo o erro segundos após ter apertado 'enviar'! É fogo!

Mensagens instantâneas: 

Já comunicação escrita em meios como o Whatsapp depende do destinatário ou grupo. A geração mais nova normalmente não pontua as mensagens, abrevia muito e usa emojis. As gerações mais velhas tendem a escrever mais "certinho", com pontuação e tudo o mais. Se errar uma palavra ou o corretor automático sugerir algo totalmente diferente (é hilário quando acontece), o usual é usar um asterisco e a palavra certa (ou a que você queria usar). 

Exemplo:

- coming to dinner?
- sore.
  *sure.

Mesmo sendo muito informal, acho que ainda vale escrever sem erros, né? Na dúvida, aproveita que está no celular e consulte o Google para ver se está escrevendo certo. O corretor automático nem sempre vai saber diferenciar (como no caso acima, ambas palavras 'sore' e 'sure' existem), então uma consultinha ajuda.



   






Agradecimento - quase 2 milhões!

Estamos prestes a alcançar 2 milhões de visitas, então gostaria de agradecer este sucesso a todos vocês que prestigiam o blog, compartilhando-o ou apenas visitando-o. Fico grata aos inúmeros comentários recebidos ao longo deste tempo em que o blog está no ar. Pelos comentários percebo o quanto vocês, meus queridos leitores, são pessoas queridas. Então, esta postagem hoje é para vocês todos. Muito obrigada pela sua atenção e contribuição. Vou tentar (sem promessas, infelizmente) escrever com mais frequência. If only life didn't get in the way, right?

Aug 24, 2015

Dê espaço!

Em inglês, a expressão 'dar espaço; abrir espaço/lugar' pode ser 'make room'. Por exemplo, se você chega meio atrasado numa sala e não tem lugar para você sua cadeira, o professor pode pedir para os outros alunos 'make room' para você. Outras situações semelhantes podem ser num elevador, num show, numa palestra. 

crédito da foto: https://wanelo.com/p/31678012/inspirational-print-quot-make-way-for-the-new-quot-motivational-quote-typography-art-home-decor-typographic-print-instant-download-wall-hanging-art
Já a expressão 'dar lugar' pode ser 'make way for'. Exemplo: 'aquela casa antiga vai ser demolida para dar lugar a um prédio mais moderno' = 'that old house will be torn down to make way for a more modern building.' Tal expressão dá a ideia de 'substituir algo (velho) por algo (novo)'. 



Jun 30, 2015

Como escolher seu curso de inglês

Muitas vezes me perguntam sobre orientações a respeito de cursos de inglês. Então, vamos lá!

Minhas dicas de ouro são:

1) Fuja de franquias que prometem "inglês rápido". 

Infelizmente, inglês rápido não existe. Ou, se existe, é apenas um super basicão que não servirá muito quando você precisar. Com 3 semestres de inglês, a pessoa aprende a sobreviver. Ela será capaz de falar um pouco sobre si (nome, onde mora, o que gosta, algo sobre a família) e terá um pouco de conhecimento de inglês funcional (como pedir informações, pedir comida em um McDonald's, talvez falar sobre saúde - se tem alguma dor, ou algo assim). O problema é que a pessoa poderá até falar estas coisas, mas dificilmente entenderá a resposta de um falante nativo do inglês. Quer um exemplo? Você vai ao McDonald's em Orlando e daí você fala "A Coke, please". Até aí, ótimo! Mas o atendente vai te fazer estas perguntas numa velocidade que deixará você meio confuso:
"diet or regular? / wanna more ice?/ small, medium, large? Refil? Take off?" Inglês "rápido" não preparará você para entender tudo isto e muito menos responder. Falo por experiência própria. Já vi inúmeras pessoas passarem por esta situação. 

De acordo com várias pesquisas, a pessoa precisa de pelo menos 3 anos de inglês para chegar a um nível de autonomia. Eis uma citação de uma pesquisa nesta área:

"The clear conclusion emerging from these data sets is that even in two California districts that are considered the most successful in teaching English to LEP students, oral proficiency takes 3 to 5 years to develop, and academic English proficiency can take 4 to 7 years." (Fonte: Kenji Hakuta et al)

Traduzindo: "A conclusão clara que resulta destes dados é a que mesmo em dois distritos da Califórnia que são considerados os mais bem sucedidos no ensino de inglês para estrangeiros, proficiência oral leva de 3 a 5 anos para se desenvolver, e proficiência acadêmica pode levar de 4 a 7 anos."

2) Fuja de escolas que usam o método de tradução.

Como você já deve ter notado, inglês e português são duas línguas DIFERENTES. Isso significa que elas não têm sempre equivalentes iguais em termos de vocabulário e estrutura gramatical. Logo, ensinar o inglês traduzindo palavra por palavra para o português, ou vice-versa, é falho. Há uma infinidade de palavras que existem apenas em uma destas línguas; e há emprego de certas estruturas gramaticais (posicionamento de verbos/adjetivos; gênero/número em substantivos; conjugação verbal, etc.) que simplesmente são próprias de uma língua ou de outra. Fazer com que os alunos traduzam tudo faz com que eles pensem em português antes para traduzir depois. Nisso, eles já perderam um tempão e se deparam com impossibilidades. Daí, eles "travam". Não produzem mais nada. Nem precisa dizer que alunos assim dificilmente se tornarão fluentes, né?

Os melhores métodos são os que ensinam o inglês seguindo o método cognitivo. Aos poucos, os alunos vão internalizando as estruturas do inglês, sem precisar traduzir tudo. Lógico que às vezes traduzir algum termo é mais fácil, mas criar esta dependência é ruim. 

Eis algumas informações sobre métodos de ensino aqui.

Uma citação da pesquisa acima:
Estratégias Cognitivas: essa é uma das estratégias essenciais na aprendizagem de uma nova língua. Tanto Oxford quanto O’Malley e Chamot concordam sobre sua importância. O aprendiz utiliza a estratégia cognitiva quando ele compreende e produz uma nova informação. Os meios utilizados dentro dessa estratégia são: praticar através da repetição, praticar os sons da língua, fazer anotações ou resumos sobre as novas informações adquiridas, assistir filmes, seriados de TV, noticiários, ouvir música.


3) Escolha um curso que caiba no seu orçamento.
Ainda bem que hoje em dia há uma oferta imensa de cursos, de preços variados. Escolha um que caiba no seu orçamento, pois você ainda terá que pagar o material e os custos de locomoção para frequentar o curso. Se você se apertar - ainda mais na crise atual que nossos queridos governantes nos impuseram - a primeira coisa que você vai abrir mão vai ser seu curso. Então, pesquise bem.
Se optar por cursos online, recomendo os da BBC ou do British Council. Mas, há uma infinidade de cursos. Pesquise, pergunte para quem já fez. 

4) Defina seus objetivos.
Você quer inglês para quê? É para viajar? É para o ENEM? É para uma entrevista de emprego? É para um mestrado? É para diversão apenas? Sabendo bem o que você quer ajuda a definir que tipo de curso servirá para você. Mas, lembre-se sempre que o maior responsável pelo seu sucesso é você mesmo. Pagar o curso e raramente ir não ajudará em nada. Chegar mais de 20 minutos atrasado e sair antes também não. E ficar no celular durante a aula, nem se fala! Acredite, tem adulto que faz tudo isto - e eles estão pagando para aprender.

Bem, boa sorte na escolha e na longa caminhada. 

Jun 21, 2015

Tem mais verbos novos no ar!

crédito da foto: www.enterrasolutions.com


Não sei se vocês repararam, mas tem alguns verbos novos em português que vêm de palavras em inglês e que fazem grande parte do vocabulário dos 'millennials', a geração Y. Tal geração é a que nasceu nos anos 2000 e que agora está adolescente (se bem que tem autores que consideram os nascidos entre os anos 80 e 2000). Vamos ver se vocês estão antenados com os neologismos desta galera!





1) Stalkear (ou 'estalquear'?)

Vem do verbo 'to stalk' em inglês e significa 'perseguir/seguir/vigiar' alguém o tempo todo. Alguns fãs fazem isso com seus ídolos e, em casos extremos, tais pessoas se tornam doentias. Bem, mas a galerinha da geração Y usa 'estalquear' mais no contexto virtual. Aquela pessoa que fica olhando todas as suas postagens no FB, Twitter, Instagram, Snapchat e por aí vai, é um 'estalqueador'; ela fica te 'estalqueando'. Lembre-se que em inglês 'to stalk' pode ser algo mais sério. Chamar alguém de 'stalker' é mais grave em inglês. Você pode até dar queixa na polícia se alguém estiver perseguindo você. Talvez seja o mesmo caso em português, se a situação ficar mais séria.

2) Blututar

Vem da palavra 'bluetooth' em inglês, que é aquela coisa maravilhosa que lhe permite tocar as músicas do seu celular em um aparelho de som para todos ouvirem; ou, melhor ainda, permite que você atenda seu celular sem tirar as mãos do volante enquanto dirige, por exemplo. É a mágica do Bluetooth! Pois bem, a galera da geração Y usa 'blututar' para dizer 'colocar no bluetooth', 'transmitir via bluetooth'. 

3) Tuitar (retuitar)

Bem, este não é tão novo assim. Com a expansão do Twitter, todos começaram a usar os verbos 'tuitar' e 'retuitar' para se referir a publicar mensagens no Twitter. 

4) Shippar (não sei se deveria ser com um 'p' apenas)

Já publiquei uma postagem bem curta sobre isso na página do Dicas de Inglês no Facebook, mas acho que vale a pena repetir aqui. 'Shippar' quer dizer torcer para que um casal fique junto. Vem da palavra 'relashionship' em inglês, que significa 'relacionamento'. Então, a geração Y dos países de língua  inglesa começaram a usar 'shipper', alguém que torce para que duas pessoas namorem/fiquem juntas. Exemplos: "I'm a big Delena shipper." (Torço p/ que Damon e Elena fiquem juntos.) Observação: Damon e Elena são personagens da série "The Vampire Diaries". Outro detalhe que vocês já devem ter percebido é a tendência de juntar os nomes das pessoas: Brangelina - Brad (Pitt) e Angelina (Jolie); Olicity (Oliver e Felicity, da série "Arrow"; Stydia - Styles e Lydia, da série Teen Wolf. Bem, então a galerinha diz 'eu shipo a Selena e o Justin', por exemplo, ou 'eu shipava Harry e Hermione'. Em inglês soa bem menos feio e normalmente usa-se como substantivo (I'm a Selena and Justin shipper).

Tomara que você se sinta menos perdido agora se tiver cercado de millennials! 

Jun 4, 2015

Entrevista sobre bilinguismo e outros assuntos

Recentemente a Seven Idiomas me procurou para uma entrevista para o blog deles. A entrevista foi publicada no dia 01/06 e resolvi colocar o link aqui para vocês. Espero que gostem.

http://go.sevenidiomas.com.br/blog/2015/06/01/entrevista-com-magda-marques-do-blog-ajuda-ingles/